Vilar de Mouros 2016: E os protagonistas da 3ª noite são: The Waterboys

Mike_Scott_with_book_in_Antwerp_2004

We saw “The whole of the Moon”

E chegamos ao último dia do festival dos festivais. Ontem uma vez mais acertei com os OMD. Para hoje as expectativas recaem sobre o mundo luminoso dos Waterboys. Mike Scott é um poeta para mim , na forma como sente e canta cada tema. Eles sairam (e bem) do mundo futurista e pomposo dos anos 80 e conseguiram criar o seu estilo, a sua identidade. E já lá vão mais de 30 anos. Eles estão cá. Bora vê-los?

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Vilar de Mouros 2016: E os protagonistas da 2ª noite são: OMD

omd

Electricity

Dia 26

Todo o cartaz desta noite é francamente positivo, mas há uma banda que para mim se demarca das restantes. Refiro-me aos Orchestral Manouvres in the dark (OMD). Ainda me lembro de ouvir pela primeira vez o clássico “enolagay” na RFM. Foi desde logo um caso sério de amor. Depois desse primeiro encontro apaixonante seguiu-se a procura de mais temas. Vamos a um conjunto de hits. Nada mau para começar . Seguiu-se então um desfile de pérolas . Desde “If you leave” , “So in love” , “Souvenir” até ao emocionante “Forever Live and Die” . É o último dos concertos desta segunda noite. Mas como diz o velho ditado : os últimos são sempre os primeiros.

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Vilar de Mouros 2016: E os protagonistas da 1ª noite são…Happy Mondays

bez

24 hour party people

Diário: on the road

8:25h

Partida oficial para mais uma aventura musical na Scratch Magazine. Curiosidade é a palavra chave nesta primeira (a primeira de muitas, esperamos) visita a Vilar de Mouros.

Prognósticos? Só no final do “jogo”.

Por Irene Mónica Leite

(Fotos dos concertos brevemente)

Mas arrisco a prever a loucura com os ainda hoje predilectos das mamãs (ah ah!) Happy Mondays. “You better call the cops” because “The Boys are back in town”. Sim, é o concerto que mais aguardo nesta primeira noite em Vilar de Mouros. Espero ouvir temas clássicos como “Step On” , “Kinky afro”, “Dennis and Lois” e sim, o Bez a dançar. O homem que faz com que eu não tenha complexos a movimentar-me. Rave on!

Mas atenção que esta é provavelmente a noite mais emocionante para mim, como melómana , mas também jornalista. Porquê? É simples. Junta também Peter Hook e Peter Murphy na mesma noite.

Peter Hook dispensa apresentações. Mas eu mencionarei duas (tremendas) bandas, porque sim. Joy Division e New Order. Duas grandes e icónicas bandas . Uma a noite, a outra o sol, mas indissociáveis. Love will tear us apart ou true faith são obrigatórios.

Peter Murphy , o querido vampiro também dispensa apresentações. Mas eu farei. Sedutor nato , marcou o rock gótico com os Bauhaus, uma verdadeira escola musical. “All we ever wanted was everything”.

Na pista, ou melhor, no palco temos encontro marcado!

A noite ontem foi de Happy Mondays, claramente. Já vamos lá. Todos os presentes brilharam.

Um Peter Hook repleto de pujança e que fez uma bela homenagem a Ian Curtis. Caso para dizer , “dance dance to the radio”. E com Love Will Tear us apart , a ser cantado em uníssono pela banda. A parte do concerto dedicada aos New Order foi excelente. Acima de tudo uma experiência. “True Faith” e “Temptation” não poderiam faltar. Afinal de contas são hinos de gerações. Sim, no plural.

Mas quando chegou o momento dos Happy Mondays tudo parou. O publico juntou-se em massa e foi vivida literalmente uma rave à anos 90. Bez foi claramente um dos homens da noite , com as suas maracas e a sua dança ( ainda) contagiante. O público pulou, vibrou e dançou. Caso para dizer, “You better call the cops”.

Peter Murphy, claro, também foi um dos homens da noite. Revisitando a carreira com os Bauhaus e com direito a preciosidades a solo. Falo de “A Strange Kind of Love” e “Cuts you up”. Conquistou definitivamente.

No que diz respeito aos nomes nacionais não poderiamos estar melhor servidos. O meu destaque vai para Manuel Fúria e os Naufragos. Uma grande surpresa. Temas coloridos, contagiantes , que teve ainda direito a uma visita à carreira nos Golpes, com o já icónico tema, “Vá lá senhora”

Já Legendary Tigerman, o Homem Tigre, dispensa apresentações. O senhor dos blues enfeitiçou a plateia.

E António Zambujo com a sua classe prosseguiu e encerrou uma primeira noite de concertos em Vilar de Mouros. Foi uma loucura. Mas uma loucura controlada.