O aquecimento… (Paredes de Coura, 2011)

paredes

 
O festival ainda não tinha propriamente começado, mas o ambiente já não enganava.O campismo… a rebentar pelas costuras. Uma guitarra aqui, outra acolá, sol e os concertos promovidos pela editora lovers & lollypops antecipavam (e bem) Coura. 
 
Texto de Irene Mónica Leite 
 
 
A abrir a noite estavam os Black Bombaim, aquecendo o ambiente com longos e fortes riffs ,conquistando o publico gradualmente.  Um bom concerto para quem já se encontrava pelas  margens do Rio Tabuão. 
 
Seguiram-se os Larkin , que com uma sonoridade claramente heavy , levaram a audiência ao rubro, assim como o próprio vocalista, Nuno Teles, que não hesitou um conjunto de vezes em ir ter com o seu publico, partilhando a intensidade (ou melhor, electricidade) de cada tema. Queremos mais!
 
Por fim, os Mr. Miyagi continuaram o registo dos Larkin e mantiveram a fasquia bem lá em cima, com riffs bem poderosos que não deixaram ninguém abandonar o palco secundário do Festival Paredes de Coura. Até Black Sabbath não faltou no alinhamento do concerto. Ecos da grande malha Iron Man foram recordados em massa em pleno 2011. 
 
Estava terminada a (eléctrica) primeira noite do Festival Paredes de Coura. 

Mais popular, menos santo, sempre António…

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Junho é mês de Santos Populares, sendo o dia de Santo António o ponto alto destas comemorações para todos os alfacinhas e não só. O dia do padroeiro de Lisboa também é  a data em que outro António, os das músicas também elas populares, partiu. É nesse dia que se assinalam os 27 anos do seu desaparecimento, ocasião mais que oportuna para o espaço “The Indies” dedicar as duas crónicas deste mês a este singular músico português.

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Editorial (arquivo)

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A mente é como um pára-quedas. Só funciona se abri-lo

Frank Zappa

2011 está aí. E já se espera ansiosamente pelos regressos , como de PJ Harvey (com dois concertos por cá e novo álbum a sair já em Fevereiro) Coldplay, Cut Copy, Strokes ou Hercules & Love Affair.

E sim, sei que ainda faltam uns bons meses para o ambiente festivaleiro, mas já temos nomes a brilhar em cartazes. Reparem: Optimus Alive , Foo Fighters. Temas como My Hero ou Learning to Fly não devem faltar no alinhamento do concerto de Dave Grohl e Companhia. Para o Super Bock Super Rock já temos Strokes e Portishead, outros dois convidados de luxo. E o festival Vilar de Mouros, será que regressa mesmo, recuperando o espírito do Woodstock à portuguesa? Isso é que era. Vamos ver.

E se no ano passado o cantor (área Vintage) era David Bowie , qual será o sucessor deste ano? Frank Zappa está em destaque esta semana….

Dizemos Viva La Vida no vídeo do mês e já agora ao Ano Novo. O Dezembro já era, mas os Decemberists só chegam agora …e nós atentos .

Com um olhar no passado e concentração no presente, o Som À Letra reforça cada vez mais o estatuto de media digital: o programa radiofónico já circula, a segunda edição em pdf não tarda nada e a cobertura de concertos (Som ao Vivo) será reforçada. Para quando entrevistas a bandas? Calma, estamos quase lá.

E você? Quando é que recebemos as suas cartas com sugestões , críticas ou comentários aos nossos artigos e playlist ? Basta um email para somaletra@gmail.com, que o Correio dos Leitores (a activar brevemente) não se esquece de ninguém, ainda para mais num ciberjornal em que o leitor é o protagonista.Sempre.

Moby em Modo Pop

moby

O ano de 1992 marcou a estreia musical de Moby , com a edição do álbum homónimo. Mas foi a partir 1999, com o lançamento de “Play”, que o público português se rendeu à sua música. Em pouco mais de uma década já visitou várias vezes o nosso país e este ano regressa com mais um disco na bagagem, “Destroyed”.

Por Carmen Gonçalves

Nascido a 11 de Setembro de 1965 em Nova Iorque, Richard Melville, iniciou-se na música muito cedo, com uma banda de punk. Contudo o “bichinho” da música electrónica falou mais alto e foi este o ponto de viragem da sua carreira. Estreou-se a solo em alguns clubes e discotecas como DJ, tendo em 1991 editado o seu primeiro single “Go”, que viria a ser o tema de avanço do álbum homónimo. O sucesso foi estrondoso e imediato, e Moby ficaria para sempre associado à música electrónica como uma referência a seguir.

Desde então tem editado álbuns a uma velocidade vertiginosa, vendo o seu trabalho constantemente reconhecido pela crítica e pelos fãs. Em vinte anos de carreira já vendeu mais de 20.000.000 de exemplares dos seus discos e actuou em mais de 3.000 concertos a nível mundial.

Contudo a sua música não fica por aqui: também produziu e remixou diversos temas de artistas bem conhecidos, como David Bowie, Metallica, The Beastie Boys, entre outros. Estreou-se ainda na colaboração de bandas sonoras, sendo a mais emblemática a sua participação no filme James Bond “007 – O Amanhã Nunca Morre”, de 1997, tendo criado a sua própria versão do tema principal.

Em 1999 com a edição de “Play”,  Moby deu a conhecer uma faceta mais calma. A música inebriante que contagiava as pistas de dança até à data, deu lugar a temas com sonoridades mais melódicas, sempre associadas aos sintetizadores da pop mais electrónica, como é visível em temas como “Why Does My Heart Feel So Bad?” e “Porcelain”.

O último registo de originais “Wait For Me” foi lançado em 2009, do qual decorreu uma tour que passou pelo nosso país. O regresso está previsto para dia 15 de Julho como cabeça de cartaz do Festival Marés Vivas, para apresentação de “Destroyed” cuja edição será no próximo dia 16 de Maio.

Allô Allô na Máquina do Tempo

allo allo
Criado por David Croft e Jeremy Lloyd, Allô, Allô é uma sitcom britânica que teve imenso sucesso desde que surgiu originalmente entre 1982 e 1992. O conceito era servir de paródia a uma série britânica chamada Secret Army (com a mesma trama só que num café na Bélgica) enquanto explorava uma vasta gama de clichés que depois se tornaram elementos de culto. Mas o que tem esta série de único para ser relevante hoje em dia?

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