À Conversa com…Luccablue

Já desde criança que ouvia e sentia música de uma maneira diferente

Lucas Laurentino da Silva, mais conhecido por Luccablue no mundo da música, é cantor, compositor e músico. Nascido na cidade de Santos, no Brasil, começou a apaixonar-se pela música popular brasileira muito jovem. Um percurso de grande valor que a Scratch foi conhecer, prometendo acompanhar.

Texto Irene Mónica Leite

Tanto que apenas com 15 anos começou a aprender a tocar violão clássico numa escola do bairro onde morava e foi aí que se apercebeu do seu talento para a música.

Ao longo dos anos foi aprimorando as suas qualidades como artista e começou a compor a partir de 1999, ano em que escreveu o seu primeiro tema original “Momentos”.

A música de Luccablue é uma fonte de ritmo e boa disposição, que vai desde o samba, pagode, MPB, forro ao reggae, contagiando todos os que a ouvem. Luccablue mora atualmente na Suíça e quer expandir a sua música e a cultura brasileira pela Europa e pelo Mundo. Ecletismo é a palavra chave, dando origem a uma experiência enriquecedora. “É sempre bom e positivo quando você tem variedades de letras, ritmos e melodias”.

Apesar de a sua música ser romântica na maior parte, “é bem alegre e envolvente com ritmos diferentes para ouvir e dançar”, conta-nos.

Como nasceu a paixão pela música?

Já desde criança que ouvia e sentia música de uma maneira diferente. Meu pai tocava bateria e cantava e meu irmão mais velho tocava percussão. Para ambos, era só um hobby paralelo ao trabalho que tinham. Num dia, meu pai me levou para ver uma apresentação dele num Baile de Carnaval da época, em Santos, e fiquei muito encantado. Foi aí que começou a despertar essa paixão definitivamente pela música. Mas, por ser de uma família pobre e sem muitas condições na época de ir em uma escola de música. Assim, tive uma oportunidade de aprender violão clássico em uma Escola do Bairro Aparecida, aonde morava em Santos, com 15 anos, e isso ficou bem mais forte dentro de mim.

Episódio marcante?

Foi quando, pela primeira vez, tive a oportunidade de tocar a minha primeira música “Momentos”, que compus em 1999, só na capela, cantando e tocando cavaquinho para cerca de 250 pessoas numa Festa Beneficente na Sala em Wettsteibrücke, Basel. Todo o mundo em silêncio depois da apresentação da Senhora Clarice dos Santos a dizer que eu iria me apresentar. Fiquei com o corpo todo arrepiado e com um frio na barriga. Mesmo assim, resolvi enfrentar o desafio, procurando manter toda a calma do mundo naquele momento onde eu tocava e cantava a minha música “Momentos”. Depois de muita coragem, enfrentando o silêncio e os olhares daquela multidão, cantei como se fosse a coisa mais preciosa e importante da minha vida. No final, todos de pé me aplaudindo e eu super feliz, com os olhos cheios de lágrimas. Já não tinha mais palavras a dizer e, com o coração na boca, só me restava agradecer a Deus e a todos que estavam ali me aplaudindo.

Referência musical?

Jorge Benjo, Bebeto, Neguinho da Beija Flor, Gilberto Gil e Caetano Veloso.

Como descreve o contexto da MPB no Brasil atualmente?

Já não existe mais tanto talento como antigamente. E, os poucos que surgem, a maioria não tem um estilo próprio e assim, por essa falta de criatividade, tocam e cantam como se estivesse ouvindo um CD. Acredito até que, por falta de Festivais, não surjam mais tantos talentos como antes. Outra coisa que acabou deixando a MPB esquecida é a influência do mercado da música eletrônica. Com isso, qualquer um pode gravar uma música ou um CD hoje em dia.

Está prevista mais alguma atuaçao em Portugal?

Esse ano não. Mas, acredito que essa minha primeira Tour foi tão positiva. Que penso que no próximo ano haverá mais Tour para se realizar, não só em Portugal, mas em outros países da Europa e no Mundo.

 Balanço da carreira até o momento?

Nesses 19 anos de carreira que tenho até aqui, procurei investir em mim mesmo como artista. Principalmente nos três primeiros anos com aula de canto e cavaquinho particular. Assim, fui procurando melhorar e aperfeiçoar em todos os sentidos. Até que consegui desenvolver próprias técnicas para cantar e tocar o cavaquinho. Então, hoje posso dizer que tenho meu próprio estilo de cantar e tocar cavaquinho. Então, levo isso aonde quer que seja para mostrar sempre o melhor da música e da Cultura brasileira.

 Planos futuros?

Ouvir minhas músicas tocar mais nas rádios e TVs. Realizar mais Tour pela Europa e pelo Mundo. Compôr bastante, que é uma das coisas que mais gosto de fazer, e gravar mais CDs.

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