Kind of Magic & The Flashing Voices : a paixão pela música dos Queen [Arquivo]

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Kind of Magic & The Flashing Voices nascem da paixão pela música de Queen e do desejo de a celebrar da melhor forma: partilhando-a ao vivo fielmente, com a grandiosidade que a caracteriza. E como o prometido é devido, aqui segue a entrevista com o baterista do projeto, Pedro Ferreira. Confira.

Por Irene Mónica Leite/2015

1-Como e quando tudo começou?

Os Kind of Magic (KOM) começaram à volta de uma mesa, num jantar entre amigos músicos, apaixonados por Queen. Um deles teve a ideia e os outros apoiaram-na de imediato. Desde então (há 2 anos atrás), o grupo foi crescendo e foi-se ajustando, em função da vontade original de recriarmos o som sinfónico de estúdio dos Queen, até chegarmos à actual formação, que permanece há mais de 1 ano.

2-Pelo que vejo nos vossos vídeos há uma forte interacção com o público. Imagino que seja um dos ingredientes chave para o sucesso da vossa performance…

Sem dúvida que, desde o primeiro momento, a ligação dos KOM ao seu público foi sempre muito desejada e acarinhada. O público é, de facto, o centro do nosso espectáculo, não só nos concertos como também através das nossas redes sociais (p.e., fb.com/kindofmagic.queentribute). Essa preocupação está presente em vários momentos… por exemplo, uma das iniciativas que implementámos desde a primeira actuação ao vivo é a de dar a primazia ao público para seleccionar, juntamente connosco, a setlist do próximo concerto. Nesta última atuação, no C. C. Olga Cadaval, em Sintra, fizemos antecipadamente um concurso para escolher alguém para cantar connosco, facto que aconteceu e que originou um grande momento. Ao vivo, a proximidade é total, já que as músicas dos Queen se prestam a que todos cantem connosco desde o primeiro momento e todo o espectáculo está centrado no público e na sua participação.

3-Há contato com outras bandas tributo aos Queen?

Não propriamente. As nossas referências de bandas de tributo aos Queen estão, infelizmente, fora do nosso país. Durante a preparação de cada música, vamos sempre tendo o cuidado de comparar o que estamos a fazer com aquilo que já existe e por isso, é frequente visitarmos o trabalho disponível na internet de algumas delas. É muito bom podermos ouvir os outros, ver as suas soluções e dificuldades, onde frequentemente esbarramos também. Por outro lado, como ainda não encontrámos outro projecto que se disponha a recriar ao vivo a sonoridade sinfónica, vamos tendo que resolver muitos problemas sozinhos! Aí muitas vezes nem os Queen ajudam (risos)!

4- Como se sentem em actuar para uma plateia de cerca de 25 000 pessoas?

Na nossa ainda curta caminhada de concertos (estreámo-nos apenas em Março de 2014), podemos dizer que, de facto, já contamos com essa experiência no nosso CV. Aconteceu no Verão passado na Concentração Motard de Faro, um evento que é um dos maiores da europa, senão mesmo o maior. A sensação é indescritível! Começa quando chegamos ao local e vemos um palco gigante e continua quando percebemos que, à nossa volta, se encontra uma equipa de técnicos de elevadíssimo calibre, completamente dedicados a garantir que cada um de nós vai tocar nas melhores condições. Depois, no momento em que começamos e nos deparamos com milhares de pessoas à nossa frente, entusiasmadas com a nossa presença e a cantar connosco, não nos deixa dúvida que todo o esforço para chegar até ali fez sentido! Lembro-me de, em determinados momentos do espectáculo, estar a tocar e me dar uma vontade louca de chorar de emoção.

5-Vocês, pelo que vejo, apresentam um grande dinamismo , a lembrar precisamente o eterno (e querido) Mercury e companhia. E o reconhecimento é geral. Parabéns! Contavam com toda esta receptividade ao vosso projeto?

Nós acreditamos realmente que temos um espectáculo muito bom, ao nível das melhores bandas de tributo mundiais. Mesmo assim, porque começar é um processo sempre trabalhoso, esperávamos que o nosso caminho inicial fosse muito mais lento do que está a ser. A verdade é que, para além de termos criado um espectáculo muito diferente do que já existe (recriando a sonoridade original dos registos discográficos dos Queen), rodeámo-nos também de uma equipa de elevadíssima qualidade, como os “nossos” manager, técnico de som, assessoras de imprensa, fotógrafos e ainda um grupo de boas-vontades que aderiu ao projecto desde o início, enriquecendo muitíssimo o trabalho desenvolvido, cada um com as suas competências. Esta equipa tem-nos ajudado a encurtar caminho!

6-Que músicas dos Queen são obrigatórias na vossa setlist?

Falar de Queen é falar de uma infindável lista de hits, por isso criámos a nossa primeira tour com o nome Greatest Hits, onde não esquecemos músicas como Bohemian Rhapsody, Don’t stop me now, Bicycle Race, Somebody to Love, Show Must Go On, We are the Champions, Love of my life, entre muitas outras.

7-Foi complicado o processo de estudo das músicas e da postura dos músicos originais?

Tocar Queen é tocar verdadeiras obras-primas musicais. Por isso, quem se mete com este tipo de desafios, mete-se seguramente em trabalhos! O primeiro ano da nossa existência foi dedicado ao estudo, investigação e ensaio, de portas totalmente fechadas. Obcecados pela perfeição, procurámos os melhores sons, os “tiques” musicais de cada Queen, mas, sobretudo, as complexidades melódicas e harmónicas, as dinâmicas – particularmente nas vozes e nas guitarras -, e as sonoridades escondidas que colocaram os Queen nos tops mundiais! Depois, o nosso JJ teve ainda um trabalho redobrado de estudar a expressividade tão característica do Freddie. Esta parte, reconhecida por quem assiste aos nossos espectáculos, é exigida pelos fãs de Queen, meticulosos com os pormenores e que anseiam ser transportados para o passado. Este processo de aperfeiçoamento está longe de estar acabado… continuamos a trabalhar entre espectáculos como se estivéssemos a começar e usamos muitos dos feedbacks que vamos recebendo para irmos limando arestas. Só assim nos sentimos confiantes cada vez que subimos a um palco.

8-Participaram em festivais. Como foi a experiência?

Inesquecível. Se é verdade que a participação em festivais se reveste de contornos especiais, já que há muita música e de géneros por vezes diferentes a acontecer em pouco tempo, o que não raras vezes origina um público heterogéneo, a verdade é que a transversalidade da música de Queen e – queremos acreditar! – a surpresa com grandiosidade sonora do nosso espectáculo proporcionaram momentos magníficos, em palcos soberbos, com dezenas de milhares de pessoas a cantar em conjunto. A sensação é verdadeiramente indescritível.

Ainda falando de festivais, este ano vamos participar no Flower Power Fest, em Santo André. Estamos na expectativa de sentir algo muito parecido com o que vivemos nos festivais do ano passado. Este festival está a ser planeado com muita antecedência, detalhe e profissionalismo e tem como media partner a RTP. Por isso acreditamos que poderá haver uma verdadeira enchente, num período de Verão, propício a descontracção e alegria. Contamos contribuir para alavancar essa festa.

9-Qual é a vossa maior ambição?

Encher uma grande sala nacional como os Coliseus ou conseguir levar esta experiência para fora do nosso país são seguramente algumas das nossas grandes ambições para o futuro. E embora nunca tenhamos pensado ou falado muito sobre isto, passa seguramente pela cabeça de todos poder, um dia, tocar para os Queen ou receber o seu feedback. Sendo mais realista, para já, queremos continuar a trabalhar para, no final de cada concerto, nos podermos continuar a alimentar de críticas positivas!

10-Que balanço estabelecem da vossa atividade até ao momento?

Acreditamos, cada vez mais, que o trabalho, o sentido de equipa, a organização e a paixão pelo que fazemos têm sido os verdadeiros pilares do nosso – ainda – curto caminho. Estamos muito satisfeitos com as críticas e o apoio de todos (especial agradecimento à imprensa nacional, que nos tem acarinhado desde o primeiro espectáculo e aos nossos incansáveis fãs que nunca deixaram de partilhar as nossas mensagens e de participar na construção deste projecto) e só queremos que o nosso próximo ano seja tão bom como este primeiro. Dos Kind of Magic, uma certeza podemos dar a todos: estamos a trabalhar dia-a-dia para nos mostrarmos cada vez melhores em palco e conseguir proporcionar bons momentos a quem nos vê e ouve.

11- E como vai a agenda?

Temos uma agenda já bastante preenchida e ainda com muitas datas por confirmar. Para este Verão, as datas já confirmadas são: 5 Julho, Charneca da Caparica; 10 Julho, Vila Real; 11 de Julho, Almodôvar; 13 Agosto, Santo André (Flower Power Fest); 29 Agosto, Almeirim; 7 de Agosto, Ponta do Sol (Madeira). E temos várias surpresas para breve, basta seguirem as nossas redes sociais!

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