Aproxima-se o Festival Música Júnior

cartaz_2019_pt

Este ano o maior Estágio de Verão do País desloca-se para a região do Alto Alentejo e assenta arraiais na fantástica cidade de Ponte de Sor, a partir do dia 27 de julho. Falamos com o coordenador artístico António Jorge, e ficamos a saber as novidades que marcam esta edição!

Texto Irene Mónica Leite

Após 7 anos o Festival Música Júnior apresenta pela primeira vez uma novidade surpreendente ao se realizar numa localidade diferente de Montalegre, município que sempre acolheu bem esta iniciativa.

O Festival Música Júnior é actualmente a iniciativa artístico-pedagógica mais referenciada no meio musical português assumindo um papel incontornável na formação de jovens estudantes de música fora do contexto escolar.

Vocacionado para uma faixa etária entre os 8 e os 24 anos de idade, o estágio de Verão do Festival Musica JunioR irá uma vez mais acolher mais de 360 estudantes oriundos maioritariamente de Portugal, Espanha, França, Bélgica Moçambique e outras nacionalidades que ao longo de 9 dias estarão em intensa actividade musical, acompanhados por um colectivo de 34 professores e 3 maestros.

Os participantes irão desta forma adquirir experiência integrando um Coro, uma Big Band, uma Orquestra Juvenil ou uma Orquestra Sinfónica, num ambiente musical único e com especial sabor das férias.

Iniciado em 2012, este projecto tem proposto diferentes horizontes musicais onde as temáticas do Jazz, o Legado de Piazzola, o Humor, as Bandas Sonoras de Hollywood, Fado – O Legado Português, O Folk e o Étnico no Universo Erudito, Música nas Américas, A Genialidade Russa e tiveram como convidados especiais Mário Laginha e Maria João, Pedro Santos, Carlos Moura, Sofia Escobar e Mário Augusto, Helder Moutinho e Rui Vieira Nery, Gilles Apap, Vasco Dantas Rocha, Jeffery Davis e Gabriela Canavilhas, Kyril Zlotnikov e António Victorino d’Almeida.

À semelhança das edições anteriores, a temática proposta em 2019 é uma vez mais singular e aliciante – Ópera vs Teatro MusicaL | Egos e Virtuosismos – contando novamente com solistas de grande relevo no meio musical nacional e internacional.
A soprano Bárbara Barradas, o tenor Carlos Cardoso, e um cantor de musicais a ser apresentado a breve serão os convidados principais e o inconfundível Fernando Alvim fará a apresentação dos concertos finais, nos dias 3 e 4 de agosto na Aula Magna.

A par destes protagonistas serão uma vez mais convidados alguns dos melhores professores dos principais Conservatórios e Escolas de Música Nacionais, Espanha e França que juntamente com os participantes serão os protagonistas da programação cultural que será desenvolvida em Ponte de Sor durante o Festival Música Júnior.

O Festival de Música júnior alargou o seu âmbito geográfico. Era um passo que tinha de ser dado?
Glow_079António Jorge: De facto, fomos desafiados pela Câmara de Ponto de Sor e achamos que nesta oitava edição poderia ser uma oportunidade, interessante para mudar também um pouco de ares e não ficar apenas restrito aquele espaço geográfico.
Ponte de Sor pareceu-nos ter todas as condições para receber o projeto.
E foi-nos logo colocado um desafio como o de fazer um concerto ao ar livre. No Alentejo é mais previsível a sorte do bom tempo.

Relativamente aos estudantes, o que estes podem esperar?
São estudantes de todo o país e estrangeiro , que vão ter a oportunidade de colaborar com uma equipa de professores qualificados, nacionais e estrangeiros.
Temos uma professora do Brasil, cinco de Espanha…Esta equipa de profissionais fornecerá conteúdos extra aos alunos .
Todos os anos temos temáticas diferentes. E aí está a nossa diferenciação . Também há um conjunto de atividades ao ar livre. Desde padel, tenis , natação …É uma panóplia de atividades a desfrutar….O ar livre é um complemento lúdico de facto.
Das 10h00 às 17h30 em atividade lectiva. Das 17h30 até à hora do jantar fazemos um conjunto de atividades para poderem descomprimir e desanuviar da intensidade de trabalho. E o trabalho desenvolvido é verdadeiramente profissional. Os alunos procuram-nos precisamente por isso. Sabem que o grau de exigência é grande. Vêm mesmo para dar o máximo.

Em termos de temática, o que decidiram este ano?
Abordar solistas da música clássica do género ópera. E também a música um pouco mais ligeira. Na verdade são universos que têm muito em comum. O teatro musical e ópera diria que vêm da mesma génese e obviamente que têm a ligação aos seus públicos.O interesse é demonstrar que ambas têm mais valias, mas que se complementam.
Foi brincar um bocadinho com os egos e virtuosismos.

E o perfil sociodemográfico dos estudantes?
Muitos luso-descendentes, da Inglaterra, Moçambique, França, Bélgica. E outros claramente estrangeiros, de Espanha ou do Brasil.

O evento realiza-se desde 2012 Que balanço estabelecem?
Tem sido surpreendente. Começamos em 2012 com 120 participantes e em 2017 e 2018 fechamos com 360, o número limite, demonstrativo da qualidade do projeto.
De realçar que vamos acolher ‘filhos da terra’ , com 20 vagas gratuitas para participantes do município de Ponte de Sor. Uma oportunidade que não teriam de outra forma e que nos orgulha.

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