Paixão e entrega musical [Arquivo]

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O Som à Letra continua o seu percurso por interessantes lojas de música da invicta. Depois da Bunker Store foi a vez da Porto Calling. O resultado está aí: uma agradável conversa que acima de tudo deixou pontos de reflexão sobre a indústria da música. Confira.

Por Irene Mónica Leite , 2015

A escolha de “Porto Calling” para nome da loja está muito associada aos The Clash (o mítico London Calling….), mas tal escolha não implica diretamente a ligação do espaço apenas ao registo “punk”, até porque os próprios Clash superaram e abordaram vários estilos nos seus trabalhos. Seria muito redutor.

A Porto Calling abriu a loja física em março de 2012. Localiza-se na Rua da Conceição, em plena baixa do Porto. É especializada em todos os géneros de música em vinil novo e usado, com novidades a chegarem regularmente.

“Temos diversidade na oferta”, começa por explicar Pedro Branco. E é um facto que o Som à Letra comprovou. Entre vinil novo e usado, desde grandes artistas como Arcade Fire, Nick Cave, Flaming Lips ou Michael Jackson, a loja de vinil conquista, não só portugueses, mas também estrangeiros.

Agora se o vinil é uma moda ou tendência para ficar, Pedro Branco não faz previsões. “Não consigo adivinhar o futuro”, remata. No entanto, afirma que “o vinil nunca desapareceu”, andou sempre por cá nos últimos anos.

Existem , contudo, alguns entraves. “Além do agravante imposto do IVA, temos a inflação dos preços por parte das editoras e distribuidores”. É uma questão “delicada”, pois reflecte-se no poder de compra dos melómanos. Muitos “namoram os discos”, mas depois de verem o preço , retraem-se . E é algo que pode agravar-se com o tempo , “o que não é positivo”, explica.

Pedro Branco recordou ainda “outras lojas que ajudaram nos últimos 15 anos ao revivalismo dos discos vinil, como a Louie Louie, Muzak e Retro Paradise” reconhecendo que esse espírito também está presente na Porto Calling. “Temos os nossos clientes fieis”.

Quanto à concorrência , é sempre “saudável” existir alguma , mas Pedro reconhece a qualidade de cada estabelecimento e a sua co-existência. No seu acolhedor estabelecimento até nos disponibilizou o flyer de uma loja de música a acrescentar ao nosso espaço: a Muzak. Lá chegaremos.

Também o regresso à Porto Calling está assegurado. E ainda bem.

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