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João Silva, violinista português e Margherita Abita, cantora italiana, são os Still Life. Nascem em Barcelona com os seus primeiros temas a surgir no fim do ano de 2017. Em junho do ano seguinte decidem lançar o seu primeiro álbum com o nome do próprio grupo – “Still Life”. A Scratch Magazine conversou com a dupla.


Texto/Irene Mónica Leite

“Still Life” foi apresentado em várias salas de concerto de Barcelona, Vigo e Milão, assim como em vários festivais de música, como o Festival Percursos da Música em Ponte de Lima, Festival Pepoli Summer de Trapani e Festival Community Fest de Levanzo em Sicilia, no Jamboree Jazz Club e no Palo Alto Market Fest em Barcelona. Em menos de um ano os Still Life encantaram e conquistaram por onde passaram.

Como e quando nasceu este projeto?
Este projeto nasceu em 2017, apenas com um violino, que era eu com loops e efeitos. Sim , porque o projeto Still Life começou comigo a solo. Por isso se chama Still life, porque toca com elementos que não têm vida. A ideia de natureza morta…
Depois conheci a Margherita qui no Porto…

Quais são as vossas principais influências?

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É muito difícil dizer as minhas influências, especificamente. É um projeto muito peculiar….Há muitas coisas envolvidas. Acho que temos uma palete de cores imensa….
Vocês gostam de Portishead?
Alguns comentaram connosco que há semelhanças na sonoridade com portishead. Mas nenhum tem essa influência em concreto.
Eu estudei música clássica , jazz e ela também começou por estudar jazz.Também tocamos músicas do mundo.
Margherita Abita: Creio que no final cada um coloca algo do seu percurso. Eu, por exemplo gosto muito de Jeff Buckley, Bjork.
João Silva: Muitos disseram que ela no primeiro CD , parecia a Bjork a cantar.
Mas onde estavamos? É mesmo muito dificil explicar as influências (risos).

Essa dificuldade de “categorizar” a vossa música pode ser o vosso ponto diferenciador?
Sim. Todos estes géneros saem muito naturais. Nada é muito pensado.Tudo é muito instintivo.

O que nasce primeiro? A letra ou a música?

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É um pouco de tudo. O que costuma acontecer normalmente: eu faço a base e ela coloca a letra. Muitas músicas fazemos em conjunto.
Quase sempre nasce primeiro a música. E cada música “escolhe” o seu idioma: italiano, português ou inglês.

Vocês já deram bastantes concertos em Portugal e no estrangeiro. Como recordam essas experiências?
Foram bastante positivas. Tivemos sempre boas experiências.

Houve algum concerto especialmente marcante?
M: Sim, vários. Para mim, o concerto na minha terra.

O encontro das raizes?
M: No verão passado, surgiu a possibilidade de atuar na cidade onde fiz o meu percurso escolar. Há algum tempo que já não tinha contacto com esta terra. É regressar ali e ver pessoas que me tinham visto em criança, foi uma experiência inesquecivel.
Acabamos por vender os discos todos (risos).
J: Para mim, quando tocamos em Ponte de Lima. É sempre importante vir cá tocar. Temos a familia e os amigos a ver.

E como tem sido a receptividade do público?
Bastante positiva. No inicio, quando começamosa tocar, ficamos bastante surpreendidos, porque não esperavamos tanta receptividade.

Planos futuros.
Em maio vamos apresentar o cd em Barcelona, e , seguramente em Itália.

 

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