SVE

Quando me ligaram da Associação ProAtlântico, para onde tinha mandado uma candidatura para um voluntariado na Galiza, foi uma surpresa. Disseram-me que o projecto não tinha sido aprovado, mas que me tinham escolhido para outro na Sardenha. Eu tinha apenas a ideia geográfica (e depois de uns segundos…) do meu destino do meu Serviço de Voluntariado Europeu (SVE).

Texto de  Lino Galveias 

Depois veio a formação, muita informação, as malas, alguns amigos, ansiedades… e dois meses após o telefonema, parti para seis meses em grande numa região-ilha surpreendente, a Sardenha. Aprender a(s) língua(s) Italiana e também um pouco da Sarda (língua regional falada no dia-a-dia), conhecer a cidade, os companheiros de casa, os colegas da associação… e claro os locais de diversão, as praias (de babar), as pessoas, a cultura local.

Claro que nem só de passeio e lazer se compõe o SVE: trabalho. Por um lado o trabalho associativo: representação da associação em reuniões, eventos na universidade, feiras. E claro, o projecto “Kids Together” no qual participei, tendo eu e um colega de Malta (com ajuda de dois membros da Associação Terra di Mezzo) trabalhado com crianças de uma escola primária e outras de uma instituição de acolhimento. Com as crianças de dois  meios diferentes, teatro e representação e expressão corporal foram o mote. Construímos uma peça de natal assim diferente, e tudo apenas com música, movimentos, sem diálogos, mas arranjámos roupas, cenários, foi fantástico (e fiz de pai natal ).

E claro, falar de Sardenha e Itália sem falar de comida é difícil. Da pizza (que aprendemos a fazer) às massas passando pelas sebadas (uma sobremesa tradicional da Sardenha) e outras comidas, e os gelados… fiquei viciado. Isto além da comida da “mamma” (da mãe de uma coordenadora nossa) que sabia muito a comer em casa.

Fazer uma vindima, assistir a eventos de carnaval (Mamuthones de Mamoiada e a Sartiglia de Oristano) e de vinhos locais, passeios… ir à praia, já tinha falado? E ir à bola, pois também não há Itália sem futebol, claro. Forza Cagliari! E ir à pr… digo, explorar a cidade, aprender a língua (seja em aulas seja no dia-a-dia, essencial naquele país), pedir o cappuccino e o cornetto (croissant) de manhã… e claro, sair à noite e fazer amigos (e amigas, claro!). E pizza. E viver com mais pessoas de culturas e línguas que nada tinham relacionadas com a nossa.

E descobrir o fantástico mundo do programa europeu Juventude em Acção (agora Erasmus +), com a participação na organização e nas actividades de uma formação internacional, participar num intercâmbio juvenil, ganhar experiência em viagens…

E mais que… só indo! E claro, mantenho contactos e amizades com muitos deles… escrever isto dá umas saudadinhas!!
Mandem-se para o SVE (e saibam bem para onde e para o que vão!)!!

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